Óleos para o crescimento do cabelo: o essencial em 30 segundos
Nenhum óleo altera a velocidade a que o cabelo cresce. O cabelo forma-se no folículo, sob o couro cabeludo, a um ritmo médio de um centímetro por mês, e o que sobressai do crânio é matéria morta. O que um óleo altera, por outro lado, é a comprimento que mantém : ao revestir a fibra e limitar a quebra, permite-lhe ganhar centímetros visíveis. Esta distinção entre o crescimento real e o comprimento preservado explica a quase totalidade das rotinas que desiludem. Aqui está a classificação, óleo a óleo, entre o que está documentado, o que se baseia na tradição e o que se resume a uma promessa comercial.
Artigo escrito por 1001 Vertus
Conteúdo editorial concebido para desmistificar os mitos sobre os óleos capilares, compreender o que cada um deles realmente oferece e criar uma rotina sustentável a longo prazo.
Conteúdo
O que um óleo pode fazer e o que não pode
O crescimento ocorre no folículo piloso, por baixo do couro cabeludo. Um óleo aplicado nos comprimentos nunca chega a esse local: por isso, não pode acelerar nada. Um óleo aplicado no couro cabeludo, por outro lado, atua exatamente onde o cabelo é formado. É essa a diferença que distingue os óleos para a raiz dos óleos de conforto.
Faça as contas: se o seu cabelo cresce um centímetro por mês, mas perde a mesma quantidade devido à quebra, o comprimento fica estagnado. É exatamente isso que acontece com quem pensa que está limitado a um comprimento máximo. Um óleo que reduz a quebra não faz o cabelo crescer mais depressa, mas permite-lhe ganhar comprimento visível e, para si, o resultado é o mesmo.
A reter: A quebra começa frequentemente durante a lavagem. Um cabelo molhado incha, a sua cutícula abre-se e torna-se muito mais frágil do que quando está seco. Um produto com demasiada ação detergente retira o sebo muito além do necessário, e a fibra cede no ponto onde foi mais solicitada. Por esta razão, os leites animais são utilizados há muito tempo em produtos de limpeza suaves, e escolher um champô com leite de burra Dependendo da sua preocupação — cabelos secos e quebradiços ou couro cabeludo sensível —, permite-lhe partir do seu problema, em vez de partir de um produto. Antes de mudar de óleo, observe o que acontece no duche.
O que se sabe realmente sobre cada óleo
Os quatro pontos que fazem a diferença
O alecrim, o único óleo comparado a um medicamento
Investigadores iranianos compararam o óleo essencial de alecrim com o minoxidil a 2 % em cem doentes com alopecia androgenética, acompanhados durante seis meses. Os resultados, publicados na revista SKINmed, revelam uma evolução comparável do número de cabelos nos dois grupos.
A reter: Não se verificou qualquer alteração significativa ao fim de três meses, em nenhum dos dois grupos. O calendário é tão importante quanto o produto.
O ricino, a estrela sem ensaios clínicos
Está presente em quase todas as listas que encontrar. No entanto, até à data, nenhum estudo demonstrou que acelere o crescimento. O que está comprovado é a sua textura muito espessa, que envolve a fibra e reduz significativamente a quebra ao desembaraçar o cabelo.
A reter: Merece o seu lugar numa rotina, mas para manter o comprimento, não para aumentar o comprimento.
A massagem não é algo meramente decorativo
Nos protocolos descritos, a aplicação é sempre acompanhada por vários minutos de massagem no couro cabeludo. Esta é a parte do procedimento que, na maioria das vezes, é feita de forma apressada, apesar de ser parte integrante do método.
A reter: Cinco minutos de massagem em passagens sucessivas valem mais do que uma hora de aplicação mal feita.
Seis meses de uso regular, não seis frascos
A tentação de mudar o óleo a cada três semanas é a melhor maneira de nunca notar nada. A um centímetro por mês, demora algum tempo até que a diferença se faça notar no espelho.
A reter: Escolha uma rotina, mantenha-a durante seis meses e tire uma fotografia do seu cabelo sob luz uniforme para avaliar os resultados.
Nigela, alho, costus: o papel das tradições
Estes óleos atravessam os séculos, e a sua utilização documentada em várias culturas merece mais do que um encolher de ombros. Basta apresentá-los pelo que são: práticas transmitidas, e não protocolos medidos.
O óleo de cominho preto
Utilizada desde a Antiguidade no Médio Oriente e no Norte de África, tanto para a pele como para o cabelo. O seu aroma apimentado característico faz parte da experiência.
O óleo de alho
O banho de óleo de alho é um ritual herdado das avós do Magrebe, tal como o henna. O seu aroma intenso desaparece com o champô.
O óleo de costus indiano
Le qist al hindi acompanha os rituais do couro cabeludo segundo a tradição oriental, tanto na massagem como na aplicação local.
O que ainda resta demonstrar
Para nenhum destes óleos existe um ensaio comparativo em seres humanos equivalente ao do alecrim. A sua credibilidade baseia-se na experiência acumulada.
Óleo vegetal ou óleo essencial: uma confusão que sai cara
As duas palavras são parecidas, os produtos não têm nada a ver e o erro pode causar ardor no couro cabeludo. Um óleo vegetal é uma gordura extraída de uma semente ou de um fruto: utiliza-se pura e em quantidade generosa. O óleo de rícino, de coco, de cominho preto, de alho e de azeitona fazem parte desta categoria.
A óleo essencial é um extrato aromático muito concentrado, obtido por destilação: deve ser utilizado gota a gota, sempre diluído, nunca puro sobre a pele. O alecrim, a lavanda e a hortelã-pimenta fazem parte desta categoria.
Precaução: Use duas a três gotas de óleo essencial por cada colher de sopa de óleo vegetal e faça sempre um teste na parte interna do cotovelo vinte e quatro horas antes da primeira utilização. O uso de óleos essenciais é desaconselhado durante a gravidez e a amamentação, bem como em crianças com menos de três anos.
Como fazer um banho de óleo com sucesso
Comece por cabelo seco, antes do champô: no cabelo molhado, o óleo escorre e penetra muito menos. Em seguida, divida o tratamento em duas partes: os óleos ativos no couro cabeludo, aplicando-os em riscas sucessivas e massajando durante alguns minutos; os óleos protetores nos comprimentos e nas pontas, sem tocar nas raízes.
Na maioria dos casos, bastam cerca de trinta minutos, debaixo de uma toalha morna ou de uma touca de banho. Deixar atuar durante toda a noite não traz grandes benefícios adicionais e torna o enxaguamento significativamente mais difícil.
A lavagem final, a etapa que anula tudo o resto: aplique o champô no cabelo ainda secos e oleados, esfregue bem durante algum tempo e só depois molhe. O óleo sai muito mais facilmente e, muitas vezes, basta uma única lavagem, ao passo que duas lavagens agressivas removem tanto o óleo aplicado como o sebo.
A que velocidade crescem os cabelos?
Cerca de um centímetro por mês, ou seja, uma dúzia de centímetros por ano. Este ritmo varia de pessoa para pessoa e depende em grande parte da genética. Vários fatores podem abrandá-lo: uma carência de ferro ou de proteínas, stress prolongado, um desequilíbrio da tiróide, certos tratamentos ou os meses que se seguem ao parto.
Nenhum destes fatores se corrige com um óleo. Se notar um abrandamento acentuado ou uma queda invulgar, uma análise ao sangue dará muito mais respostas do que uma mudança na rotina de cuidados capilares. É indispensável consultar um médico antes de atribuir a queda de cabelo a uma simples questão de cuidados.
Descubra os nossos óleos capilares
Óleos vegetais inspirados nas tradições orientais, para incluir nos seus banhos de óleo semanais.
Perguntas frequentes: os óleos e o crescimento do cabelo
Qual é o óleo que faz o cabelo crescer mais depressa?
O óleo essencial de alecrim é o único a ter sido objeto de um ensaio clínico comparativo em seres humanos, realizado em comparação com o minoxidil a 2 % ao longo de seis meses. Deve ser sempre aplicado diluído num óleo vegetal, no couro cabeludo, e nunca puro.
O óleo de rícino faz mesmo o cabelo crescer?
Até à data, nenhum estudo clínico o comprova. Este produto reveste a fibra capilar e limita a quebra, o que permite conservar mais comprimento. O efeito visível é real, mas não se trata de uma aceleração do crescimento.
Quanto tempo demora a ver resultados?
Contem com, no mínimo, três meses, e melhor ainda, seis. No ensaio realizado com alecrim, não se verificou nenhuma alteração significativa ao fim de três meses, em nenhum dos dois grupos.
É preciso deixar o banho de óleo a repousar durante toda a noite?
Não é necessário. Cerca de trinta minutos debaixo de uma toalha morna proporcionam a maior parte dos benefícios, e será muito mais fácil enxaguar o cabelo na manhã seguinte.
É possível fazer um banho de óleo durante a gravidez?
Sim, com um óleo vegetal puro, salvo em caso de alergia conhecida. Os óleos essenciais, incluindo o de alecrim, não são recomendados durante a gravidez e a amamentação. Em caso de dúvida, consulte a sua parteira ou o seu médico.
Com que frequência se deve fazer um banho de óleo?
Uma vez por semana é adequado para a maioria dos tipos de cabelo. Se o fizer com mais frequência, corre o risco de aumentar o número de lavagens, o que vai contra o objetivo pretendido.

